quinta-feira, 29 de julho de 2010

Anda tudo a arder...

Há três dias que não vejo o sol... e tenho saído muitas vezes à rua! Há três dias que não coloco roupa a secar... e tem estado um tempo óptimo p'ra isso! Há três dias que acordo e adormeço a cheirar a fumo... e não estou o dia todo ao pé da lareira! Pois é meus amigos... Portugal está a arder!! Arouca está a arder... Têm sido dias difíceis pra quem vive de perto este drama. Eu ainda estou longe, muito longe do grande incêndio de que tanto se fala na tv, mas a verdade é que todo o concelho está a ser atingido. Ultimamente, o cheiro a queimado, o fumo, as cinzas, o calor (muito calor), têm sido a companhia de milhares de portugueses que vêem de perto as suas terras, as suas casas a serem destruídas pela força das chamas. Todos os anos é a mesma coisa. Porque não fazer alguma coisa para, pelo menos, amenizar os estragos?! Como é que é possível que não existam mais meios para prevenir??!
Meus caros cidadãos... vamos ser conscientes... vamos ter cuidado com essas queimadas que, muitas vezes, fazemos pensando que "está tudo controlado" e depois olhem... é o que se vê! :(

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Porque o que hoje faz parte de nós, amanhã pode não fazer... :((

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Há um tempo para tudo

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há um tempo para tudo.
Há um tempo de nascer, e um tempo de morrer;
Um tempo de plantar, e um tempo de arrancar o que se plantou;
Há um tempo de matar, e um tempo de curar;
Um tempo de derrubar, e um tempo de edificar;
Há um tempo de chorar, e um tempo de rir;
Um tempo de prantear, e um tempo de dançar;
Há um tempo de espalhar pedras, e um tempo de ajuntar pedras;
Um tempo de abraçar, e um tempo de afastar-se de abraçar;
Há um tempo de buscar, e um tempo de perder;
Um tempo de guardar, e um tempo de lançar fora;
Há um tempo de rasgar, e um tempo de coser;
Um tempo de estar calado, e um tempo de falar;
Há um tempo de amar, e um tempo de odiar;
Um tempo de guerra, e um tempo de paz." (Ecl. 3, 1-8)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vale mesmo a pena ouvir... em silêncio!


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
lembramos ouvir.

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder.

Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer.

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera.

Ai... meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob chuva
Há instantes morrera.

A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade.
(Jorge Fernando)