terça-feira, 13 de abril de 2010

Conceito de Família

Hoje apetece-me escrever sobre algo que realmente me preocupa: o conceito de Família.
Antigamente vivíamos em comunidade, conhecíamos os nossos amigos, conversávamos com os nossos vizinhos, ajudávamos-nos mutuamente, as famílias monoparentais existiam apenas se um dos nossos pais falecia. Hoje em dia não é assim! As pessoas estão a perder a capacidade de sonhar, já não acreditam no Amor. Vivemos em grandes cidades, passamos horas e horas sozinhos a ver televisão, a andar de carro, a jogar computador. Não temos tempo para relacionamentos pessoais. Passamos horas e horas a “teclar” com os nossos grandes amigos do Msn e das redes sociais. Conhecemos mil e uma pessoas de vários países, mas no fundo não conhecemos ninguém. É incrível como lutamos contra a solidão, mas tudo o que fazemos faz com que estejamos cada vez mais sós.
Cada vez mais, desenvolvemos doenças que há uns anos atrás não existiam: stress, depressões. Vivemos numa sociedade em que tudo parece ser normal. É normal que uma adolescente com 12 anos já tome a pílula, é normal que os casais se divorciem porque "sim", é normal fazer um aborto,… enfim, estamos a banalizar assuntos, partes importantes da nossa vida, demasiado sérias para serem banalizadas. Tudo isto tem grande influência no que é fundamental para o ser humano viver bem e feliz: a Família!
É preciso voltar a acreditar, é preciso voltar a sonhar que o “para sempre” pode mesmo ser “para sempre”, só que para isso é preciso sabermos respeitar, sabermos perdoar e sabermos principalmente AMAR!
Mais do que nunca o mundo precisa de jovens, de pessoas com convicções, generosas, altruístas, crentes. O mundo precisa de bons pais e boas mães, famílias fortes e sólidas, de profissionais com uma consciência bem formada, que não sacrifiquem os seus princípios em prol da carreira ou do dinheiro, pois tudo na vida passa por nós, só o Amor permanece.
Penso que o essencial na Família, a base de qualquer família é viver em/com verdadeiro Amor!

4 comentários:

  1. Simplesmente, as pessoas deixaram de se sacrificar. Se não estás bem, temos pena, foi bom enquanto durou mas agora vai à tua vida, que eu não estou para isto.
    Nós já não prescindimos da nossa vontade e da nossa opinião.
    Contra mim falo, porque os meus pais estão separados... graças a Deus!
    É um pau de dois bicos...

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  2. Obrigada, Marlene, pelas palavras bonitas que dizeste. Muitas vezes, descartamos a família (é que e mesmo assim!), mas se repararmos bem: é a família que o nosso suporte e opoio; apenas ela está lá quando resto do mundo está contra nós. E mesmo que não queiremos admitir, é ela que nos conhece como ninguém. Disto que acabei de dizer, eu tenho a certeza.*
    Beijinho e volta sempre.

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  3. É isso... Em alguns casos, é mesmo: graças a Deus! Mas o que me choca mais no meio disto tudo é a banalidade com que se trata uma coisa tão séria como é o casamento. Depois... todos sofrem! :S
    É msm como dizes: um pau de dois bicos!

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  4. Sem dúvida Nádia... A família é o nosso refúfio... estão sempre lá! :)
    Obrigada*

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